As aventuras de Diana e Luca no Rio de Janeiro

sábado, 21 de novembro de 2009

Coração bom

De uns tempos para cá, estou encantada demais com o gênio do Luca. Não sei se foram os sete anos completados em setembro, a responsabilidade na alfabetização da Turma 1, mas é fato que o Baby anda mais calmo, mais concentrado nos deveres de casa, mais carinhoso com a gente, mais paciente com a Diana. (Coitado, a verdade é que ele apanha muito da irmã, raramente revida os puxões de cabelo, os empurrões!)

Outro dia, nos encontramos no clube com vários colegas de escola e suas famílias. Eram duas meninas e cinco meninos, entre 6 e 9 anos. O resultado dessa união é sempre muita diversão e alguns picos de estresse. Dois desses momentos, eu acompanhei de perto, sem interferir. No primeiro, os meninos passaram a jogar boias de plástico nas meninas. Todos, menos o Luca, que preferiu brincar num canto, sozinho. No segundo, o Baby tentou separar os dois amigos que brigavam por nada, pela energia em excesso que têm nessa idade. Fiquei tão orgulhosa. Mas essa boa paz tem seu lado B.

Ontem, também no clube, um menino de 9 anos (amigo de um amigo) pegou um pacote de balas do Luca, que ficou muito chateado. Em seguida, a irmã de 7 anos disse que o garoto queria pedir desculpas e devolver as balinhas. Qual não foi a surpresa do Baby ao ver que tinha caído numa armadilha. O garoto e outros dois amigos (maiores) começaram a jogar areia em vez de pedir perdão. Simmmmmmm! Criança pode ser cruel nas pequenas coisas! O Luca segurou o choro e não brincou mais com a turma até voltar para casa. O Pedro, colega de 7 anos, foi quem pegou o pacotinho e devolveu para o Luca. Mas aí o estrago já estava feito.

O Baby ficou muito magoado porque viu que tinha confiado em quem não devia. A vida tem dessas coisas. O que falar diante de um relato como esse?! "Não será a última vez que que vai se decepcionar com um amigo" ou "foi apenas uma brincadeira de mau gosto"?! Eu disse um pouco de cada coisa e aproveitei para dizer que a situação deveria servir de alerta para que o Luca nunca fizesse nada que pudesse chatear um colega. Eu acho que só assim, se colocando no lugar do próximo, a gente vai espalhar a ideia de que amizade e gentileza são fundamentais para a nossa vida.

Como o mundo dá sempre muitas voltas e ninguém aqui é santo, na última vez em que Luca e eu tivemos um papo-cabeça desses, foi quando ele contou uma mentirinha para um amigo, o que gerou uma imensa fofoca na escola. Uma amiguinha chegou a ficar de castigo e o Luca morreu de culpa. Na época, liguei para a mãe, botei o Baby de castigo, ele pediu desculpas à colega, um bafafá. Se antes ele não tinha noção do estrago que uma mentira poderia provocar, agora já sabe e vai pensar duas vezes antes de inventar alguma coisa. Sempre atentos, vivendo e aprendendo, graças a Deus.

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Peta e pano

Já deu pra sentir que a CHUPETA sempre foi uma paixão da Diana, não é?! No último ano, especialmente, a gente já não conseguia mais deixar a chupeta exclusiva ao berço. Qualquer alteração, qualquer irritação, mesmo durante o dia, lá estava ela a nos salvar de choros e resmungos. Mas criança é um bicho muito estranho. Diana acreditou plenamente quando eu disse a ela que, se entregasse a "peta" no correio para o Papai Noel, ganharia no Natal uma linda boneca de cabelo comprido e franja. E, assim, fizemos um pacote com laço de fita, envolvendo a chupeta. Desde segunda-feira, a Diana não pergunta sobre a fiel companheira. É como se não fizesse falta. Ela se contenta somente com o paninho de malha na hora de dormir. Eu fico com o coração apertado, com tanta inocência.

O bom é que Mamãe Noel comprou uma linda boneca de franja e cabelo comprido na American Girl de NY. Ou seja, o desejo da Diana será atendido na noite de 24 de dezembro. Será que aí a minha culpa vai passar?!

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terça-feira, 17 de novembro de 2009

Happy birthday

Diana fez três anos na segunda-feira, dia 16. Pela primeira vez, a gente sentiu que ela estava ansiosa, contando os dias para o aniversário. Acordou com presentes, ganhou "parabéns pra você" na natação, brincou bastante em casa, diante de um irmão muito enciumado. Ao meio-dia e meia, seguimos Jô, Diana e eu, para a escolinha. Era dia de festa e a comemoração seria na sala de aula, com os amigos de todo dia. Os convites das Princesas tinham sido enviado uma semana antes. Encomendei bolo Backyardigans na nancysbolos.kit.net, sucos e sanduiches www.lafabrica.com.br. De brinde, entrou um terceiro personagem na história: cada amigo ganhou um banquinho www.tiobetoproducoes.com.br com o rosto da Minnie (meninas) ou Mickey (meninos). Sucesso absoluto.

Diana ganhou muitos presentes. Mas as fotos que a querida professora Dulce tirou não deixam dúvidas: nossa pequena gostou mesmo foi da bagunça, dos abraços que ganhou, do colorido da festa. Ano que vem, vamos caprichar mais - mas eu acho que a festa de 2009 foi sob medida. A volta para casa, carregada de pacotes, foi com os avós. E a maior surpresa foi a chegada do pai, que estava viajando, tarde da noite. Já passava das 23h e a Di não queria saber de dormir, queria brincar com cada um dos presentes e desfilar a pulseira Patrícia Goodman de borboletas que ganhou de presente da gente.

- Filha, você merece muito mais! Temos orgulho do seu bom humor, da sua independência, da sua determinação! Parabéns!

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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

3 anos



Diana, ao telefone com a avó, de olho no Luca - prestes a atacar o bolo que vai pra escola daqui a pouquinho!

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domingo, 15 de novembro de 2009

Dois anos e 364 dias



Em casa e com os melhores croissants do Rio, by Biciclette (ao fundo).

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Versão brasileira ou vice-versa

Domingo passado, consegui ir ao cinema sem culpa com duas amigas (mães) da escola do Luca. A gente viu o que eu considerei uma releitura do ótimo "Apenas o fim", gravado na PUC-Rio. "500 dias com ela" se passa em uma Los Angeles com jeito de NY, tem uma dupla linda e promissora de atores - e uma trilha sonora moderninha e ao mesmo anos 80. Em comum, os dois filmes têm uma trama simples (menina larga namorado), contada de um jeito original e sincero. Talvez eu esperasse mais de "500", mas as roupas de Zooey Deschanel me faziam suspirar a cada cena. Ah, se eu tivesse 15 quilos e 10 anos a menos... copiaria peça por peça!





Pelo menos posso contar que Zooey é garota propaganda dos óculos que trouxe de viagem recentemente: criação Paul Smith e fabricação Oliver Peoples. Muito fina!

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Fazenda do Serrote





segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Top 5

Já deu para perceber que quando a gente gosta de um lugar, frequenta "moooointo" e recomenda, não é?! Pois desde o feriado de 02 de novembro que a www.fazendadoserrote.com.br
faz parte do nosso time de destinos preferidos - ao lado de Nova York, Noronha, Búzios e Jurerê Internacional. Não deixem de pesquisar. Vocês vão se apaixonar pela doçura do casal proprietário, pelo casarão de mais de cem anos de história, pela sensação de estar em casa a três horas do Rio.

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domingo, 25 de outubro de 2009

CP & AMNH



Para Roberto e Karina!

Murray Cheese, Bleecker Street



Jump photos em NY!







Próximos ensaios fotográficos:

Amor de vô
Friends 4 Ever

Chelsea Market





Escargot: fazer o quê?!

Gug!

Brooklyn



Teatro: presente e futuro


Toys'r'Us: Bakugan!


sábado, 24 de outubro de 2009

MoMA

At home: NY, Chambers and the River



Dengo no Central Park Zoo




High Line



Quando a celebridade não tem estrela!

Eu tenho de confessar que comprei ingresso para “After Miss Julie”, na Broadway, por causa de Sienna Miller. Estava curiosa para ver o trabalho da "musa fashion-atriz-rainha das revista de celebridade" no papel de uma moça de outros tempos, envolvida em um mundinho de fofoca e preconceito. Uma história parecida com a da própria Sienna.

Quando fui ver Julia Roberts em 2006, na peça “Three Days of Rain”, o hoje conhecido Bradley Cooper (protagonista do ótimo “Se beber, não case”) roubou a cena e até Paul Rudd tinha mais expressão do que Julia. Mas, ao fim do espetáculo, os aplausos mais efusivos foram todos para a atriz de “Pretty Woman”. Claro: ninguém mais tem aquele carisma, aquele sorriso, aquele rosto. Julia é uma estrela desde sempre.

Com Sienna, na semana passada, não foi assim. Foi constrangedor. Os aplausos foram tímidos, a plateia não perdoou a atuação fraca, sem momentos de destaque. Ninguém parecia ser fã o suficiente. Talvez uns quatro ou cinco rapazes ficaram de pé – mas tenho certeza de que a carga dramática pouco contou para essa atitude.

Minha segunda peça de adulto da semana foi “Oleanna”, do autor e diretor de “Doubt”, cujo trabalho acompanho desde os meus dias em NY. Mike Hugues é um crítico feroz da Era Bush e tem obsessão pela mentira (como a das armas químicas que nunca foram encontradas no Iraque).

Nessa peça, Hugues põe a universitária vivida por Julia Stiles (a atriz de rosto angelical que fez 10 entre 10 filmes de adolescente na década passada) numa cruzada contra o professor interpretado pelo insosso Bill Pulmann. Interessante que um dia antes de ir ao teatro li a crítica da Time Out, em que Julia disse que queria muito se livrar da imagem dos filmes de adolescente apesar de reconhecer o óbvio: sem aqueles trabalhos não chegaria à Broadway.

Diferentemente de Sienna, a atriz pode respirar aliviada. Ao fim de uma hora e meio de diálogos acalorados, você sente vontade de subir ao palco e bater na personagem de Julia Stiles. Bill Pulmann é muito vítima dessa estudante feminista, disposta a minar o poder de um professor em relação aos seus alunos, a qualquer custo, mesmo através da mentira. Muito boa, a discussão. Teatro para pensar.

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terça-feira, 20 de outubro de 2009

Guess what!

Pois eu comprei meu primeiro computador em 37 anos. Parece mentira, mas sempre peguei carona nos aparelhos adquiridos pelos outros: pai, namorado, marido. Agora tenho um laptop gigante (acho que errei no tamanho) para chamar de meu. Meu mimo mais recente eh um Sony Vaio azul-marinho, com teclas suaves, que cabe na mesinha do aviao para Salvador no qual eu me encontro agora. Vou passar trës dias na linda capital bahiana, mas duvido que consiga fazer algo mais do que trabalhar.

Eu sabia que era feliz naqueles carnavais da decada de 90, näo posso dizer que näo aproveitei.

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Guess what 2!

Näo eh que consegui passar uma semana em NY com o Luca e os meus pais! Aproveitamos a folga na escola e no trabalho, para embarcar no voo direto Rio-NY na quinta-feira, dia 08 de outubro. Näo tinha duvidas de que esse quarteto louco por Manhattan aproveitaria, mas a programação superou minhas expectativas. Vou contar aos poucos porque foi tudo muito intenso. Vamos aos números:

- Trës museus;

- Quatro peças de teatro;

- Trës playdates (quando a criança vai passar o dia na casa de um amiguinho);

- Seis horas em um outlet;

- Flat de 60m2 na Rua 50 com Terceira;

- Média de 15oC nos primeiros dias e 2oC no último;

- Um dia inteiro de chuva, sem parar;

- Cinco incursöes a Toys’r’Us.

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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Futuro

Em julho de 2016, o Luca terá 13 anos. A Diana estará com 9. Os dois vão poder acompanhar de perto a beleza dos jogos olímpicos, da superação e da amizade entre os povos. Viva o Rio! Eu, que nem estava torcendo, me emocionei hoje. Parecia Copa do Mundo.

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terça-feira, 29 de setembro de 2009

Little black, blue, pink dresses

E eis que surge na minha internet uma marca capaz de ameaçar (de longe ainda!) a www.TeaCollection.com na liderança absoluta de minhas grifes americanas preferidas. Muito mais cara e refinada do que a Tea, mas igualmente apaixonante: www.kicokids.com. O que vocês preferem?!

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Brinquedos educativos - Made in USA

Tem planos de comprar/encomendar brinquedos em NY? Não deixe de pesquisar os jogos sofisticados da www.gamewright.com. O Luca adora o Feed the Kitty e o Uglydoll. São coloridos e, se é que dá para classificar assim, de bom gosto. Acho que junto com os brinquedos da Melissa & Doug (todos, de madeira) e da www.eeboo.com, são os meus preferidos. Onde encontrar? Na www.scholastic.com (Soho) ou na www.boomerangtoys.com (Tribeca e World Financial Center).

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Moda argentina para os pequenos

Eu devo mesmo ter olho clínico. Em abril, em Buenos Aires, eu quase invadi (!!) uma loja de roupas de criança de Palermo Viejo em plena madrugada. Lúcio e eu voltávamos para o hotel quando me apaixonei pela vitrine da Owoko. Pois não é que ela vai abrir no Rio Design do Leblon? Meninas, preparem as carteiras: www.owoko.com.ar. Eu diria que trata-se de uma versão portenha da nossa linda www.minihumanos.com.br.

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domingo, 27 de setembro de 2009

Série A

- Diana, eu sou maior do que você.
- Luca, a mamãe é maior do que você.
- Mas, Diana, eu continuo maior do que você.
- E daí?! - muitas risadas...

Diana está sabida assim. Não deixa ninguém passar a perna. Já o pai. Vejam abaixo o que aconteceu num sábado em que o Lúcio estava trabalhando. O Luca foi parar no Maracanã com uma família amiga e acabou vestindo a camisa vascaína. Se a gente não acordar o Colorado que existe dentro dele, sei não...!

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Jogo sujo


Diário de bordo

Depois de um fim de semana intenso como o que passou, esse foi uma tentativa de recuperar as forças. Digo "tentativa" porque nada me tira da cabeça que ficar em casa cansa mais. O sábado foi bem. Luca recebeu um amigo, foi para a casa dele, seguiu para o Maraca. Diana visitou comigo a loja de brinquedos, a sala de brinquedos, a tia (que estava a caminho do aeroporto, em lua de mel), a avó (onde almoçou) - e o playground. Eu ainda dei uma passeada pelo Fashion Mall com a minha mãe (amo namorar a Huis Clos, que só existe lá), antes de sairmos todos para uma pizza. Sábado nota 10. Já o domingo... nota 5. Praia espetacular pela manhã (me recusei a encarar o asfalto quente) e almoço caríssimo no Quadrifoglio (não é para tanto, gente). O resto do dia foi um malabarismo, uma tentativa de entreter as crianças em casa enquanto o que o corpo pedia mesmo era um repouso, alguns minutos de silêncio e/ou um tempo para usar o computador.

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Aventura para todos


Casamento em Santa




sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Totalmente sumida

Ando escrevendo quase nada porque a vida anda agitada demais. Nos últimos dias, teve passeio ao Saara, churrasco na casa de amigos recém-chegados da França, aula experimental de Pilates (minha barriga dói até hoje!), teve treino de corrida no calçadão, teve almoço com amigas no Rio Design, visitinhas à loja maravilhosa da minha amiga designer de joias Patrícia Goodman, jantar no Spoletto para comemorar o aniversário do Luca. Ele que escolheu, fazer o quê?! Nosso Baby fez sete anos feliz, ao lado do avô, matando aula e jogando minigolfe no Shopping da Gávea. Nada mal.

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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Pra eu não esquecer

A seis dias do aniversário de sete anos, Baby Luca mede 1m28cm. Ele já não é dos mais altos da turma, mas tem um corpão, todo definido e saudável. :-)

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terça-feira, 8 de setembro de 2009

www.donpascual.com.br

Alguém já foi, já conhece? Deu assim vontade de comemorar um aniversário, uma grande conquista, uma amizade. Pelo que li, dá para almoçar e beber bem, para depois descansar em um dos quatro quartos disponíveis para turistas cariocas.

Painel

Passei 50% do feriado trabalhando - mas isso não quer dizer que o 7 de setembro tenha sido de todo ruim lá em casa. O muito que fizemos:

- Luca dormiu na casa de um amigo de sexta para sábado;

- No sábado cedo, fomos todos até o Parque Lage, brincar no parquinho, namorar os peixes no aquário e procurar morcegos nas cavernas;

- À tarde, Luca brincou na casa de outro amigo, Diana curtiu as bonecas, eu fiz umas compritchas de farmácia, ainda tomei com a Di um sorvete no Yogoberry - novo vício;

- Teve sushi à noite na casa de uma coleguinha do Luca. O pai pescou o atum no dia, deixou em água com gelo e serviu sashimis fresquíssimos;

- Luca dormiu feliz da vida na casa do avô;

- No domingo, enquanto eu trabalhava, Lucio e Luca assistiram a um filme em 3D. Diana foi para a salinha de brinquedos do Rio Design, que ela adora e andava abandonada por causa da gripe suína;

- Na segunda, com uma energia inexplicável, botei todo mundo cedo para fora de casa: PRAIA. Que delícia de mormaço e depois sol de verdade;

- As crianças ainda foram nadar no clube, enquanto eu fazia meu último plantão na tarde do feriado;

- Como eu não descanso assim tão facilmente, carreguei o Lúcio para o cinema para ver "Os Normais 2" à noite. Ri de chorar em 70% do filme, mas não gostei do fim. (Mas, por favor, que ninguém deixe de prestigiar o cinema nacional por causa de uma opinião muito minha.)

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Quero essa inocência para sempre perto de mim

- Mãe, "c-u" é palavrão? Aprendi hoje no pátio. É palavrão?
- É, sim, Luca, não dá para falar.
- Mas, mãe, não é palavrão, não, tem só duas letras...

Tem hora que cansa e dá mau humor - mas eu amo muito tudo isso. (Menos quando a Diana resolve fazer birra e tomar a minha sopa de alho-poró quando já passa da hora de dormir. Por que, eu pergunto, por que ela dorme tão mal quando o Lúcio viaja?! Para ressaltar minhas olheiras?!)

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domingo, 30 de agosto de 2009

From 9 to 9

A gente fazia muito isso em NY: saía de casa às 9h e voltava às 21h. Claro, Lúcio e eu tínhamos um único filho e nenhuma babá de fim de semana. Ficar na rua muitas vezes cansava menos do que passar o dia em casa. Hoje relembramos os velhos tempos, ao tomar café cedo no Babushka (com os pães estupendos de http://www.labicyclette.com.br/, estacionada ao lado) e emendar uma deliciosa praia de inverno.
Após o banho, 45 minutos de chão até Vargem Grande. O http://www.gugut.com.br/ é atualmente meu restaurante preferido, pela comida, pela caipirinha, pelo espaço, por ser elegante e child-friendly ao mesmo tempo. Diana e Luca adoram.
Na volta, parada no Via Parque, para o Big Baby assistir ao ídolo Ben 10, com os amigos da escola.
Eu achei o show extremamente fraco, vergonhoso. O Luca achou o máximo. Ele deve estar certo. Para arrematar, voltinha no Rio Design do Leblon, capuccino no Café com Q? e frozen iogurt do Yogoberry.


- Hum, mãe, essa cobertura de yummie bears (jujubas em forma de ursinhos) está me lembrando Nova York.

Metido, esse menino. Mas sabe das coisas.

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Amigas do Parque Lage



Um dos blogs que me inspiraram a ter o meu próprio foi o "Amigas da Pracinha", ótimo para mães interessadas em fugir do óbvio no Rio de Janeiro. As meninas do Jardim Botânico têm contatos, escrevem com graça, são bem informadas, sabem o que rola de interessante na cidade. Dois anos e pouco depois de voltar de Nova York, finalmente fui a um troca-troca de livros que as mamães promovem todo mês. Foi no Parque Lage, na manhã de sol de sábado. Tinha a animação educativa do grupo Panos pra Manga. E a Diana botou a mão na massa de farinha, sal e gelatina em pó. (?!) Aproveitamos para encontrar amigos por acaso, assistir a um teatrinho bumba-meu-boi, respirar ar puro, ver pais presentes e participativos. Que ambiente delicioso. Reparem na minha expressão, na foto que a Diana bateu.

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Doçura

Uma das coisas que mais me encantam na Diana é a relação que ela tem com as bonecas. A Di cuida das "meninas" como se fossem suas filhas. É verdade que de vez em quando joga uma no chão, esquece no porta-mala do carro, mas, em geral, dá mamadeira, faz papinha, bota pra dormir, dá banho. As preferidas são as Corolle (uma delas, apesar de ser de pano, é própria para molhar), mas Charlie & Lola recentemente têm sido um sucesso. Assim como a Miney - oumelhor, a Minnie.

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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

À deriva

A minha ausência do blog se deve a uma sobrecarga de trabalho nunca antes vista. Não reclamo porque gosto de desafios - no emprego e na vida real. Para não deixar a peteca cair, conseguimos ontem ir ao cinema: Lúcio e eu. (Afinal, como eu sempre digo, adulto também merece um tempo para si.) Fomos assistir ao novo filme de Heitor Dhalia, "À deriva". Tudo que eu esperava mais um pouco. A inocência dos 14 anos, as férias na praia, a cadeira de vime em forma de ovo que meus pais tinham na casa do Peró (Cabo Frio) no fim dos anos 70, a conversa fiada com os amigos, os passeios de bicicleta no chão de terra, a imensidão do mar de Búzios, uma vida feliz, mas nem tanto. O filme na verdade é sobre uma menina que descobre, nas férias de sonho, a crise no casamento de seus pais. As atuações, os diálogos, o figurino, a direção, parece tudo tão real. Nunca experimentei a angústia de uma separação, tenho a sorte de ter pais casados até hoje, mas não dá para não se identificar com a história. Não dá para não querer ficar casado para sempre!

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Back to ballet

Depois do fracasso no semestre passado, Diana e suas colegas de turma se uniram em um movimento pró-aula. Querem uma segunda chance para se tornarem bailarinas. Hoje, tiveram a primeira tentativa de ajustar o sonho do ballet à disciplina dos exercícios. Parece que se saíram bem. Vamos ver se a professora as aceita de volta!

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Big Blue

Eu que sempre admirei Jacques Mayol e decorei trechos inteiros do filme "Imensidão Azul", descobri hoje que tenho um golfinho em casa. Luca, na natação, mergulhou de ponta em um lado da piscina de adulto e nadou até o fim, debaixo d'água, sem respirar. Que máximo. Nenhuma outra criança foi tão bem no exercício, nem os professores se seguraram de tanto orgulho.

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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Teatrinho

Como todos os pais do mundo, acho que tenho dois bons atores em potencial em casa. O Luca faz peças, dirige a irmã, os amigos. Assina o roteiro, inclusive. Mas a Diana... que coisa mais linda. Hoje, enquanto me arrumava no quarto para trabalhar, ela trancou a porta e ficou rugindo, vestida de leãozinho.

- Mãe, me ajuda, faz barulho para espantar os caçadores. Assim, ó. Rrrrrrr...! Você é a mamãe leoa, o papai é o leão, e o Luca é o leãozinho.

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Sem registro

Pela primeira vez, passamos um fim de semana sem foto, muito estranho. Mas não temos do que reclamar. Apesar da chuva e do meu plantão, Lúcio e as crianças aproveitaram bem a manhã de sábado e ainda assistiram a "O cavalinho azul", de Maria Clara Machado, no Teatro Tablado. Eu queria ter levado os dois, mas não foi dessa vez. Diana sentiu um pouco de medo, Luca não desgrudou os olhos. Nessas horas, bate uma certa culpa, afinal, com menos de dois anos, o Big Baby frequentava o cinema que nem gente grande. Nesse ponto, Diana está um pouco atrás pois o ritmo com dois filhos é diferente: ela não goza da exclusividade que o rimão um dia conheceu. Domingo foi dia de a família se dividir. Luca e Lúcio seguiram para o calçadão do Leblon. Diana e eu, para o mar de livros da Argumento. Todo domingo, às 11h, tem Tapetes Contadores de Histórias. Eu já tinha ouvido falar, Diana até conhecia, mas eu fiquei deslumbrada com tanto bom gosto e delicadeza. Não dá para deixar de prestar atenção um único segundo. O fim de tarde foi de clube com os amigos da escola e cineminha para mim e para o Lúcio. "Se beber, não case" é um besteirol gigantesco, mas ri de chorar em alguns momentos. É isso, estou com saudade de escrever mais por aqui.

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terça-feira, 18 de agosto de 2009

Gente bonita

Davi e Luca, de bobeira em Búzios

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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Jardim Botânico - Kids Tour!

Looks do fim de semana

domingo, 9 de agosto de 2009

Fato

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Jogo dos sete erros

Eu corro o risco de ser condenada (!), mas, antes de criticar a alimentação de americanos, preciso fazer um mea-culpa carioca. Hoje, num lindo domingo de sol, presente de dia dos pais, resolvi acompanhar o Lúcio e as crianças ao calçadão do Leblon. Confesso que não gosto muito da combinação asfalto quente com um monte de gente, prefiro a praia em si, mas hoje encarei a Delfim Moreira fechada. Ao chegar em casa, fiz as contas: depois de um bom café da manhã no Cafeína, foram dois picolés, quatro caixinhas de estalinhos, um milho verde, sete minutos de pula-pula, e muitos pedidos para pipoca, mais picolé, balões, bolas de futebol etc.

É que a oferta é muito grande, uma tentação para as crianças. Nos três anos em NY (eu sei, Manhattan/Brooklyn não são EUA), nunca vi ninguém vendendo absolutamente nada nas pracinhas, no Central Park, na porta da escola. Muito pelo contrário: as mães preparam lanches saudáveis como cenoura crua pequena, caixinhas de suco de maçã orgânico, uvas, passas, biscoitinho assado. Me lembro do susto que elas tomaram ao ver nas festinhas brasileiras do Luca uma bandeja lotada de brigadeiro. "Que delícia, maravilhoso, mas um é mais do que suficiente. Melhor é o pão de queijo, parece mais leve".
Imaginem o quanto essas mães ficariam horrorizadas ao notar que agora meus lindos filhos atacam a mesa de doces antes dos parabéns e pedem muita coisa trash num simples passeio à praia. A Diana hoje não sabia para onde olhar, nem o que mais pedir. Uma mãe inglesa, que atualmente mora no Rio, escreveu que os filhos cariocas são criados à base de açúcar. Me deu uma certa raiva quando li o artigo no Times - mas infelizmente a autora não deixa de ter uma certa razão...! Reparem nas tentações abaixo!



Ah, 7 minutos no pula-pula custam R$ 8. "Por R$ 10, você leva a bola também!" Alguém aí precisa de mais uma bola em casa?!

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sábado, 8 de agosto de 2009

Testemunha

Parece que a nossa ex-vizinhança está tendo dias movimentados novamente. Depois de assistir no comeco do ano ao resgate dos passageiros que sobreviveram ao pouso de um avião no Hudson River, hoje, os moradores do nosso antigo prédio puderam praticamente acompanhar da janela outra operação - dessa vez, sem final feliz.

Um helicóptero e um avião se chocaram nesse sábado, perto de Hoboken, Nova Jersey. A nossa casa em Manhattan ficava do outro lado do rio, mais ao sul da ilha. No edifício de tijolos e janelas escuras, de frente para a água, perto do prédio mais alto da foto abaixo, da agência AP.

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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Nova fase

Houve uma época em que eu tinha a impressão de que a Diana era mais agarrada com a gente do que o Luca. Não sei se ainda penso assim. Nas duas últimas festas infantis, a primeira comigo e a segunda com a Jô, a Di ficou praticamente todo o tempo sozinha. Pedia a ajuda dos animadores, subia e descia dos brinquedos sem medo, se divertia com o irmão, com crianças nunca antes vistas, lanchava sem o apoio de ninguém.

Eu sei que é o máximo ver que ela realmente aprendeu a se virar - mas, no sábado, levei um susto quando a vi de unhas... amarelas. Eu conversava animadamente com as mães dos amigos do Luca, de olho na Di que estava com a moça das tatuagens coloridas. Ao notar um vidrinho de es-mal-te e duas mãozinhas esticadíssimas, corri. Era tarde, a primeira camada já tinha sido passada. E a foto foi devidamente tirada para a eternidade.

- Pelo menos a Di não escolheu cor de rosa, café, chocolate, vermelho... Amarelo é mesmo uma brincadeira! - tentei convencer o Lúcio, de semblante preocupado.

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Prontos pra festa

domingo, 2 de agosto de 2009

Agenda social

Desde que as crianças nasceram, como milhões de pais, Lúcio e eu montamos a nossa agenda de acordo com Luca e Diana. No fim de semana, teve de tudo: casa de festas ao meio-dia, loja de brinquedos para comprar presente, batizado, teatro com amiguinho em casa, "A Bela e a Fera" no Vivo Rio. Foi tudo muito bom, mas ufa. Amanhã, vou descansar no trabalho. Como milhões de outras mães.

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Luca e suas máximas

Luca e eu olhamos algumas fotos de Nova York essa semana. Ele já se esqueceu de muita coisa, infelizmente. Se lembrou da Estátua da Liberdade, que ficava perto de casa.

- Mãe, é porque nos Estados Unidos tem liberdade?
- É, pode-se dizer que sim.
- Que legal, lá não deve ter dever de casa!

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sábado, 1 de agosto de 2009

Os primos

Apesar de 90% da família morar em Minas, eu sempre tive um contato muito próximo com meus primos. O telefone funcionava sempre, as férias eram sempre lá. Quando eu me "mudava" para a casa da avó Maria, a prima Fabiana mudava junto, para ter certeza de que o amor seria distribuído de forma igual. Detalhe: até hoje, a Fá mora na mesmíssima cidade e compete comigo o título de neta preferida. Que bom que tem gente que não amadurece nunca. Pois a madrinha da Diana, não parece, já é avó. O Francisco é um pouco mais novo que a Di e lida muito bem com a onipresença da afilhada da avó dele: nos porta-retratos, nos vídeos que a gente manda pelo correio, nas longas temporadas em Passo Fundo. Francisco e Diana brincam lindamente. E uma das manias dele atualmente é visitar o blog para matar a saudade. Por isso, o post abaixo, de quando eu tentava dirigir Luca e Di para uma foto marcante em Noronha: no Bar do Duda-Rei, no mesmo ângulo de uma outra imagem publicada aqui em julho de 2008. A música combina com o cima zen que o Luca queria imprimir na nova foto. Reparem.

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sexta-feira, 31 de julho de 2009

Para Francisco Webber

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Pra acordar

Depois de uma noite turbulenta, de muita chantagem emocional, "por que eu não posso ir para a sua cama?", Diana acordou depois das nove e a mil. Com o irmão, invadiu nosso quarto, pulando, gritando, dando gargalhadas das próprias piadas.

- Diana, o que você tomou hoje de café, hein? - perguntei, em tom de brincadeira.
- Mamãe, a Diana tomou um megafone, um rádio e uma mola! Ela não fica parada!

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quinta-feira, 30 de julho de 2009

Receita

Cuidar de filho fulltime é bom e emagrece. Depois de uma semana em Noronha, sem babá, carregando e correndo atrás de crianças, seguindo os horários dos filhotes para comer e dormir, agitando o dia inteiro, senti minhas roupas mais folgadas. Ou melhor, menos apertadas, há! Aproveitei esse processo natural e indolor para, depois da temporada na fazenda e de volta ao Rio, retomar uma leve dieta dos pontos/notas. Preciso fazer as pazes com a balança. Faz mais de um ano que a gente não se dá bem, uma tristeza danada!

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quarta-feira, 29 de julho de 2009

É o amoooooooor!

Eu passei uma boa parte da minha infância e da minha adolescência em Minas. Jamais esquecerei as férias de 1984/1985 em Pompéu, com a minha avó Taciana. E dos anos seguintes em Abaeté, com minha avó Maria. Era tempo de começar a namorar, de sair para dançar música lenta, de tomar sorvete na praça, de chegar em casa às nove da noite em dia de semana e às nove e meia em fim de semana. Foi em Minas que eu descobri a música sertaneja. Era uma febre por lá, ainda é. Mas reconheço que não era muito comum uma carioca de Ipanema se apaixonar por Chitãozinho & Xororó. Mesmo assim, na época, contagiei algumas amigas com esse meu gosto exótico. Pois não é que, depois de muito tempo sem ouvir Leandro, Leonardo e seus colegas, reencontrei o prazer de ouvir música caipira nessas férias?! Culpa da beleza da fazenda e da novela Paraíso. Sim, eu sou noveleira de carteirinha mas no trabalho não consigo acompanhar nada. Aproveitei a folga para ver alguns capítulos de Rosinha, Santinha e o McDreamy brasileiro. Me encantei com a música da abertura, do miolo, do encerramento. O jeito foi comprar a trilha sonora e ouvir Victor & Léo nas alturas, dentro do carro, em pleno Leblon. Sim - porque o verdadeiro amante da música sertaneja só ouve som alto.

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segunda-feira, 27 de julho de 2009

Roça

Como este blog não é meu somente, mas é principalmente das crianças, tenho de revelar que Luca e Diana aproveitaram a fazenda do meu pai tanto quanto Fernando de Noronha. Ou seja, a segunda parte das férias valeram mais que demais. Alguns momentos igualmente inesquecíveis:



- Luca, fazendo essência de perfume, com flores, folhas e ramos de eucalipto;
- Diana, cozinhando de mentira nas panelinhas de ferro, com os mesmos ingredientes mais tomatinho-cereja esmagado;



- Os dois irmãos curtindo a rede em um quiosque coberto de árvores;
- Os dois irmãos rolando com o Batman - vira-lata fofo e amigo, que não se estressa com nada;

- Luca, solto na vida, brincando com os meninos da fazenda, o dia inteiro, sem adulto por perto;
- Luca, chegando em casa imundo, com roupas e unhas encardidas;
- Diana, tomando caldinho de feijão fresquíssimo no almoço;
- Todo mundo atacando o queijo de trança e a empada, o dia inteiro;
- Luca, queimando folha com o amigo Fabiano, usando lupa e o raio de sol;
- Dança das cadeiras de seis crianças, à beira da piscina, com o pianinho barulhento que a Diana ganhou da bisavó Maria;
- Carne de porco na chapa, na varanda da fazenda, tarde da noite, com o Luca super acordado querendo ter conversa de adulto;
- Noites sonorizadas pelos incansáveis galos;
- Pescaria que não dá peixe e um menino de honesto de seis anos: "mãe, mas eu não vou falar que pesquei nada porque não pesquei";
- Diana, perguntando tudo sobre os bezerrinhos, as vacas, os pavões, os cavalos;
- Gargalhadas pela manhã, quando o Luca corria para o quarto dos avós;
- Diana subindo e descendo do berço sozinha, na hora em que bem queria;
- Liberdade e pé sujo não têm preço.

(A terceira parte das férias foi interrompida, infelizmente, porque, com a ameaça de gripe suína, desistimos de visitar a família no Sul.)

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Little Blue Book - Noronha

Algumas dicas, a pedido da Graziela - nossa nova enamorada de Noronha.

- Peixe na folha de bananeira, na Barraca das Gêmeas, quiosque em frente à praia da Cacimba do Padre. Um espetáculo a R$ 25 por pessoa: peixinho na brasa, batata ou mandioca frita, arroz, feijão, salada de tomate. Basta fazer o pedido, curtir uns 40 minutos na areia para matar a fome depois;

- Iscas de peixe do Bar Duda Rei. O peixe grelhado do Duda não nos emocionou, mas as crianças atacaram o queijo de coalho na brasa e as isquinhas que estavam realmente deliciosas. Uma boa pedida para quem não quer sair do conforto da Conceição, praia bem central, de fácil acesso. O cardápio musical do Duda é uma atração à parte.

- Varanda, na Vila do Trinta. Que pena que a gente só descobriu no penúltimo dia. O restaurante, de um ex-cozinheiro do Zé Maria, me pareceu o melhor custo-benefício da ilha. A comida é feita e servida no capricho, com um leve requinte mesmo.

- Arte e Sabor Bistrô, Creperia e Sushi. Restaurante das antigas, perto da Filó e do Zé Maria, tem prato para todos os gostos. Ah, o dono, o Rodolfo, também aluga Buggy: 81-3619-1900.

- Museu dos Tubarões: a Grazi não chegou a conhecer, mas o famoso bolinho de tubalhau é dez. O gramado e a varanda têm uma vista espetacular. O lugar é perfeito para um lanche rápido com as crianças - que adoram ler sobre os tubarões.

- Tartarugão: no caminho para a Praia do Boldró, fica esse restaurante tradicional, muito recomendado aos turistas. É legal, mas não tem lá muito charme.

- Cacimba Bistro: na Vila dos Remédios, ambiente mais do que aconchegante, comida cara mas muito boa mesmo. Provei um prato que nada tem a ver com a ilha, filé mignon e risoto. Gostei.

- Por último, uma dica de passeio de barco, com direito a cruzar um dos lados da ilha, nadar com os peixes no Sancho, procurar golfinhos, almoço-simples-e-delícia a bordo e mergulho a reboque (estilo Plana-Sub) na volta: fale com Marlene, 81-3619-1228.

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Máximas

O machismo, infelizmente, parece ainda estar solto por aí. No DNA de nossas crianças. Primeiro, relato a frase "engraçadinha" que ouvi do Luca e que revoltou a avó Regina:

- Mãe, mães são escravas! Você precisa buscar água para mim!

Agora, pasmem com a historinha criada pela sobrinha de três anos de uma amiga:

- Tia, este é o namorado da Barbie. Aqui, fica a "esposaria" - onde todas as Barbies ficam para que ele escolha com quem quer se casar!

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